Freguesia de Giela

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Freguesia de Giela

Mensagem  Miguel Pereira em Ter Abr 06, 2010 6:14 am


Brasão: escudo de prata, semeado de espigas de milho de ouro, folhadas de verde; torre quadrada e ameada, de vermelho, aberta, iluminada e lavrada de prata; em chefe, dois corvos afrontados. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: “GIELA – ARCOS DE VALDEVEZ”.
Bandeira: vermelha. Cordão e borlas de prata e vermelho. Haste e lança de ouro.

Padroeiro: S. Vicente.
Habitantes: 497 habitantes (I.N.E.2001) e 382 eleitores em 31-12-2003.
Actividades económicas: Agricultura, pecuária e construção civil.
Festas e romarias: Senhora das Dores, Santo António e S. Vicente.
Património cultural e edificado: Igreja Paroquial, Capela da Senhora do Alívio, Casa do Requeijo, Casa da Senhora da Saúde, Casa da Coutada, Casa da Eira e Paço da Giela.
Artesanato: Trabalhos em madeira.
Colectividades: Associação Cultural Desportiva e Recreativa de Giela.

A Freguesia de Giela localiza-se a junto à Vila dos Arcos de Valdevez, da qual está separada apenas pelo rio Vez. A sua área geográfica é de cerca de 200 ha e tem por limites as seguintes freguesias: a norte Couto. A sul, a Freguesia de Arcos de Valdevez-S.Paio e, já na outra margem do rio Vez, a Freguesia de Arcos de Valdevez-Salvador. A nascente Ázere e a poente, na outra margem do rio Vez as freguesias de Parada e Vila Fonche.

Acerca da história de Giela recorramos ao livro “Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo” que nos informa: «Em 1258, na lista das igrejas situadas no território de Entre Lima e Minho, elaborada por ocasião das Inquirições de D. Afonso III, Giela é citada como uma das igrejas pertencentes ao bispado de Tui. Em 1320, no catálogo das mesmas igrejas, mandado organizar pelo rei D. Dinis, para o pagamento da taxa, foi-lhe atribuída a taxa de 45 libras. Em 1444, D. João I conseguiu do papa que este território passasse a pertencer ao bispado de Ceuta. Mais tarde, em 1512, toda a comarca eclesiástica de Valença passou para o arcebispado de Braga, recebendo o bispo de Ceuta, D. Henrique, a comarca de Olivença. Na avaliação efectuada em 1546, sendo arcebispo D. Manuel de Sousa, o estipêndio desta igreja foi calculado em 15 mil réis. No Censual de D. Frei Baltasar Limpo, na sua cópia de 1580, São Vicente de Giela aparece enquadrada nas terras de Valdevez, da colação do arcebispo. Na Estatística Paroquial, de 1862, Giela aparece como sendo da apresentação do marquês de Ponte de Lima. No entanto, Pinho Leal afirma que aquele direito pertencia alternadamente ao papa e ao arcebispo, enquanto que para o Padre Carvalho, Giela era abadia da apresentação da Mitra. Em termos administrativos, esta freguesia aparece, em 1839, na comarca de Ponte de Lima e, em 1852, na de Arcos de Valdevez».

(Paço de Giela)

O Paço de Giela é uma notável construção formada por dois corpos distintos: uma torre, possivelmente datada do século XIV, e uma ala residencial, dos começos do século XVI.
Não comunicando entre si, os dois corpos encostam-se um ao outro, tendo a parte residencial substituído uma outra, medieval, que partia da face norte da torre (onde há ainda uma porta gótica aberta vários metros acima do solo e vestígios da linha de uns telhados). O solar antigo conservar-se--ia completo quando em 1399 D. João I o doou a Fernão Anes de Lima, afecto à causa do "Mestre de Aviz".
Foi a família dos Limas quem mandou fazer o edifício residencial que chegou até nós, datável, pelo estilo, do início quinhentista de quinhentos. A sua fachada principal, voltada a oeste, está coroada de ameias decorativas e, além do portal gótico e do respectivo balcão, patenteia duas lindas janelas manuelinas. Uma outra janela do mesmo género, mais grandiosa, domina a fachada sul, por sobre outra porta ogival.
Nos séculos XVII e XVIII, este corpo quinhentista sofreu acréscimos e alterações, que todavia não desfiguraram a sua estrutura primitiva.
No Paço de Giela estabeleceu o seu quartel-general, em Agosto de 1662, o general espanhol Baltasar Roxas Pantoja, com um numeroso exército invasor, sofrendo o edifício severos danos causados pela artilharia do conde do Prado. No inicio deste 3º milénio, este monumento passou a ser propriedade da Câmara Municipal.
A Casa da Coutada é um belo solar da segunda metade do século XVIII, da família Queirós Botelho de Almeida e Vasconcelos. O interior, integralmente remodelado, só raros sinais setecentistas mantém. No exterior, contudo, a fachada nobre desperta a melhor atenção, marcada pela horizontalidade tradicional da nossa arquitectura civil da época. Uma escadaria de um só lanço dá acesso à portada, que uma cornija flamejante sobrepuja, preenchida no tímpano pela pedra de armas; à direita, na entrada para a quinta, existe um excelente portal do período de D.José.
A Casa do Requeijo é um palacete de boa construção com duas torres. Foi edificado por Gonçalves Gaspar Martins, que trouxe do Brasil uma assinalável fortuna.
De todos os encantadores monumentos, o que mais se sobressai foi feito pela natureza, o rio Vez, rio que proporciona, a quem tem olhos de admirar, um espectáculo inesquecível onde a sua praia fluvial, permite um maior contacto com ele, a fim acolhedoramente marcar memoráveis recordações.

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