Freguesia do Vale

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Freguesia do Vale

Mensagem  Miguel Pereira em Ter Abr 06, 2010 5:32 pm

Brasão: escudo de negro, banda ondada de prata e azul de três tiras, acompanhada de uma cruz invertida de prata e de torre quadrangular de prata, lavrada de negro, aberta e iluminada de vermelho. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: “VALE - ARCOS DE VALDEVEZ”.
Bandeira: branca. Cordão e borlas de prata e negro . Haste e lança de ouro.

Os vestígios arqueológicos encontrados no Vale do Gião, com um espólio aí recolhido ou classificado, atestam a importância desta freguesia e o comprovam o seu passado longínquo, com uma história que se perde no tempo. Nos tempos relativos à nossa nacionalidade, Vale apresenta um património edificado que remonta de muitos séculos, onde também, ou principalmente, a religiosidade tem deixado a suas marcas, tanto em várias capelas nichos e alminhas ou na sua antiga igreja paroquial.
Ainda, acerca da história desta freguesia podemos ter em atenção o que nos informa o livro "Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo ": "Em 1320, no catálogo das igrejas do território de Entre Lima e Minho, pertencentes ao bispado de Tui, que o rei D. Dinis mandou elaborar, para determinação da taxa a pagar por cada uma delas. Vale figura com a denominação de "Sancti Petri de Arcubus" e foi taxada em 100 libras".
Em 1444, D. João I conseguiu do papa que este território fosse desmembrado do bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta, onde se manteve até 1512.
Quando, em princípios do século XVI, as freguesias deste território foram incorporadas na diocese de Braga, D. Diogo de Sousa, mandou avaliar os 140 benefícios da comarca eclesiástica de Valença, São Pedro dos Arcos, enquadrada no julgado de Valdevez, rendia 78 réis, uma libra de cera, 100 amiúdes de pão terçado, nomeadamente centeio, milho e painço.
Em 1546, na avaliação que o arcebispo D. Manuel de Sousa mandou efectuar, aparece com um rendimento de 50 mil réis, tendo ainda como orago São Pedro.
O Censual de D. Frei Baltasar Limpo, na cópia de 1580 existente no Arquivo Distrital de Braga, refere que São Pedro de Arcos de Valdevez fora anexa ao mosteiro de Santa Maria de Ermelo, da Ordem de Cister. Segundo o registo antigo, a que se reporta, só a metade com cura lhe fora anexa, já que a outra, sem cura, pertencia a padroeiros.
Neste documento regista-se também que o arcebispo D. Diogo de Sousa confirmara a capelania de São Pedro de Arcos à apresentação do comendatário de Santa Maria de Ermelo com a sua anexa São Pedro de Arcos. Do mesmo modo confirmara muitas doações do padroado desta igreja, feitas por diversas pessoas ao visconde de Vila Nova de Cerveira.
Na época São Pedro dos Arcos tomou o nome de Nossa Senhora do Vale.
Segundo Américo Costa foi abadia do padroado real, sendo, porém, metade das suas rendas benefício simples da apresentação dos viscondes de Vila Nova de Cerveira.
Foi sua padroeira mais antiga Nossa Senhora do Vale. Modernamente tomou como orago São Pedro do Vale.

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