Freguesia de Oliveira

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Freguesia de Oliveira

Mensagem  Daniel Sousa em Ter Abr 06, 2010 6:10 pm


Área: A Freguesia de Oliveira dista cerca de 5 Km a Sul do Concelho de Arcos de Valdevez, ocupa uma área de aproximadamente 411 ha.
Limites: A Norte, a Freguesia de Arcos - S.Paio. A Sul, o rio Lima, tendo a Freguesia de Vila Nova de Muia, do concelho de Ponte da Barca, na outra margem. A Nascente, a Freguesia de Vale e a Freguesia de S. Jorge. A Poente, a Freguesia de Paçô.
Lugares: Os seus lugares principais são, Barral, Borralhães, Figueiredo, Formigosa, Moinho de Caminho, Morilhões, Outeiro, Paço, Quintão, Roem, Tanchado, Travassos e Veiga.

OLIVEIRA - freguesia, Minho, comarca e Concelho dos Arcos de Valle de Vez, 33 kilometros ao O. N. O. de Braga, 395 ao N. de Lisboa.
Para a destinguir das outras d'este nome; se denomina- OLIVEIRA DOS ARCOS.
Tem 90 fogos.
Em 1757, tinha 65 fogos.
Orago, Santa Maria de Oliveira.

"Arcebispado de Braga, districto administrativo de Vianna.
A mitra, e o geral de Santa Cruz de Coimbra, apresentava alternativamente o abbade, que tinha 140$000 réis de rendimento.
Foi antigamente da apresentação do convento de Muhia, com reserva do ordinário.
Metade era beneficio simples, apresentado pelos freguezes; mas, por desavenças com um beneficiado, o doaram ao visconde de Villa Nova da Cerveira.
Teve annexas, as freguesias dos Cabaços, e Fojo-Lobal; que originariamente formaram uma só parochia.

Esta n'esta freguezia, o paço de Oliveira, do qual foi senhor, Ruy Martins d'0liveira, casado com Sancha Annes, filha de Fernão Paes, de Riba Visella, um dos primeiros povoadores d’esta provincia, e progenitor da famosa D. Maria Paes Ribeiro (a Ribeirinha) amante de D. Sancho I.
Eram os Oliveiras d'este paço, fidalgos de muita importância e nobresa, pois descendiam dos reis de Castella e Leão.
D’estes Oliveiras são descendentes, os padroeiros do hospital de S. Lázaro, da cidade de Placencia (Hespanha.)
Um d'estes padroeiros foi D. Affonso Martins d'0liveira, commendador de S. Thiago, no reino de Leão, e Pedro d'01iveira, casado com D. Elvira Annes Pestana, paes de D.Martinho d'Oliveira, arcebispo de Braga.
Este, das muitas propriedades que possuia, suas próprias {sem pertencerem à mitra) instituiu o morgado de Oliveira, no Alemtejo.
A origem d'este vinculo, foi a seguinte.
Querendo D. Sancho II (ou D. Affonso III) povoar a província do Alemtejo, deu o sitio da Vidigueira, ao mestre Thomé, thesoureiro da Sé de Braga; o qual, à sua custa, fundou aquella villa (Vidigueira) de que foi senhor; provendo-à de moradores, que levou do Minho. |
Por sua morte, deixou este senhorio a Pedro Fernamdes, conego da Sé de Braga, a Pedro Paes, raçoeiro da mesma Sé; e a Martim Annes e Vasco Annes, seus sobrinhos.
Todos estes, doaram a villa da Vidigueira ao arcebispo D. Martinho d’Oliveira, que a cedeu ao rei D. Diniz, em troca da herdade da Avelleira, na qual instituiu o dito morgado da Oliveira, no anno de 1306.
O paço d'0liveira (d’esta freguesia d’Oliveira) como não era vinculado, passou por compras, ou casamentos, aos Cerqaeiras, e depois, aos Aranhas, e estes o venderam a D. Pedro de Mello de Lima, commendador de Refojos do Lima, filho de D. Rodrigo de Mello de Lima, filho de D. Leonel de Lima, 1º visconde de Villa Nova de Cerveira. Foi condado.
O ultimo representante da casa dos condes de Oliveira dos Arcos, foi, D. António d'Almeida, filho de D. João Francisco de Paula e Almeida, e de D. Francisca Isabel Coutinho, da casa dos srs. viscondes da Bahia.
D. António d'Almeida, falleceu em Lisboa a 8 de dezembro de 1873.

E' terra muito fértil.
O vinho branco d’esta freguezia, é de superior qualidade.
Em um monte proximo, ha uma lapa ou gruta, chamada Paços do Rei.
Consta que este nome lhe provem, por n’ella se recolher Bermudo II (o Gotoso) quando deu a batalha a Almançor, rei ou kalifa de Cordova, em 998 (Em 985. Almançor, com um numeroso exercito invadiu Portugal, tomando Coim- bra, Braga, Lamego, Viseu, e outras muitas povoações e fortalezas importantes, deixando tudo assolado e reduzido a um lago de sangue.
m 998, o mesmo Almançor, invade de novo Portugal, entrando por Galliza, onde se lhe oppoz o conde, D. Forjaz Vermuiz.
Os principes christãos, andavam em contenda; porem o perigo commum os fez unir.
D. Bermudo II, rei de Navarra, e o conde D. Garcia Fernandes, deram a Almançor uma sanguinolenta batalha, nos campos de Alcantanazor, proximo a Osma, onde os mouros foram completamente desbaratados, e Almançor mortalmente ferido,
Foi provavelmente, antes d’esta batalha que leve logar a d'esta freguezia, que não devia ser de grande importancia, pois d'ella não rezam as historias.)
Ha tambem aqui outro penedo, chamado do Garcia.
Segundo a tradicção, deve este nome a ter junto a elle a sua tenda (no mesmo anno) o general, christão, D. Garcia.
Também consta, que António de Araújo de Azevedo, e outros fidalgos portuguezes, tiveram escondido por estes sitios, a D. António, prior do Crato, em 1580, antes d'elle fugir para a França."

No livro, Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, pode ainda ler-se, sobre a história da freguesia:
"Em 1258, na lista das igrejas situadas no território de Entre Lima e Minho, elaborada por ocasião das Inquirições de D. Afonso III, é citada como uma das igrejas pertencentes ao bispado de Tui. Denominava-se então igreja de "Ulveira". Era do padroado real.
Em 1320, no catálogo das mesmas igrejas, mandado organizar pelo rei D. Dinis, para o pagamento da taxa, esta igreja foi taxada em 30 libras.
Em 1444, a comarca eclesiástica de Valença foi desmembrada do bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta até 1512. Neste ano o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa, deu a D. Henrique, bispo de Ceuta, a comarca de Olivença, recebendo em troca a de Valença do Minho. Em 1513, o papa Leão X aprovou a permuta.

Com a incorporação da comarca de Valença no arcebispado de braga procedeu-se à avaliação dos benefícios eclesiásticos que a compunham. Oliveira rendia 39 réis, 1 libra de cera e 50 alqueires de pão terçado.
Em 1546, rendia 30 mil réis.
Na cópia de 1580 do Censual de D. Frei Baltasar Limpo, Santa Maria de Oliveira era apresentada pelo mosteiro Vila Nova de Muia.

Segundo Américo Costa, o abade de Santa Maria de Oliveira era apresentado pelo convento de Muia, com reserva do ordinário, que rendia 150 mil réis. A outra metade do rendimento da igreja constituía um benefício simples, da apresentação dos fregueses. Mais tarde aquele benefício foi doado aos viscondes de Vila Nova de Cerveira.
O direito de apresentação passou depois a pertencer alternativamente à Miltra e a Santa Cruz de Coimbra."

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