Freguesia do Souto

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Freguesia do Souto

Mensagem  Daniel Sousa em Qua Abr 07, 2010 7:41 am


Padroeiro: S. Pedro.
Habitantes: 645 habitantes (I.N.E.2001) e 589 eleitores em 31-12-2003.
Actividades Económicas: Comércio, pequena Indústria, agricultura,
Festas e Romarias: Senhora do Carmo (16 de Julho), S. Pedro (29 de Junho), Santíssimo Sacramento,
Património cultural e edificado: Igreja Paroquial, Capelas de Nossa Senhora do Carmo e da Senhora do Rosário, Casa dos Portais, Torre de Fonte Arcada.
Outros locais de interesse turístico: Belezas ribeirinhas dos rios Lima e Vez (a foz do rio vez encontra-se com o rio Lima em Souto), vistas panorâmicas observadas dos locais mais altos da freguesia sobre os vales do Vez e Lima.
Colectividades: Associação Cultural e Recreativa de S. Pedro do Souto, Rancho Folclórico de S. Pedro do Souto.





A Freguesia de Souto ocupa uma área de cerca de 402 ha na zona confluente do vale do Vez e do Vale do Lima. Assim pode-se dizer que esta freguesia desfruta do privilégio de ter na sua área o encontro das águas do rio Vez com o Rio Lima.
Os limites da freguesia estão estabelecidos da seguinte forma: a norte, Monte Redondo e Tabaçô. A sul o rio Lima, tendo a freguesia de Oleiros do concelho de Ponte da Barca na outra margem do rio. A nascente Santar e o rio Vez, tendo a freguesia de Paçô na margem esquerda do mesmo. A poente os limites estão determinados por Távora de Santa Maria.
Seus lugares são: Aval, Capela, Carvalha, Casal, Casal Diogo, Casares, Covelo, Crasto, Deveza, Feteira, Fonte Arcada, Galhosa, Igreja, Laranjeira, Milhundos, Monte, Paço, Portela e Souto.
As acessibilidades são realizadas pela estrada nacional 302 que pela margem direita dos citados rios ligam os concelhos de Ponte de Lima e dos Arcos de Valdevez. Refira-se que a A3 se encontra a escassos Km e que o IC 28 em breve passará na freguesia, pois que já está à entrada do concelho dos Arcos de Valdevez.
A história de Souto está documentada desde há muito conforme se verifica em livros de inquestionável importância, assim no livro “Inventário Colectivo dos Registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo”, pode ler-se na integra:
«Entre os anos de 1112 e 1128, D. Teresa fez doação à Sé de Tui de metade da terra reguenga que tinha nesta freguesia, no lugar de Fonte Arcada.
Em 1258, na lista das igrejas situadas no território de Entre Lima e Minho, elaborada por ocasião das Inquirições de D. Afonso III, "'Sancto Petro de Sauto'',é citada como sendo uma das igrejas pertencentes ao bispado de Tui.
Em 1320, no catálogo das mesmas igrejas, que o rei D. Dinis mandou elaborar, para pagamento de taxa, São Pedro de Souto, enquadrada nesse tempo na terra de Távora, foi taxada em 50 libras.
Em 1444, a comarca eclesiástica de Valença foi desmembrada do bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta, até 1512. Neste ano, o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa, deu. a D. Henrique, bispo de Ceuta, a comarca eclesiástica de Olivença, recebendo em troca-a de Valença do Minho. Em 1513, o papa Leão X aprovou a permuta.
Quando, entre 1514 e 1532, o arcebispo D.Diogo de Sousa mandou avaliar os 140 benefícios incorporados na diocese de Braga. Souto rendia 39 réis e 120 alqueires de pão terçado.
Na avaliação efectuada em 1546, sendo arcebispo D. Manuel de Sousa, o estipêndio desta igreja foi calculado em 30 mil réis.
No Censual de D. Frei Baltasar Limpo, de 1580, São Pedro de Souto pertencia à terra de Valdevez, sendo da colação do arcebispo.
Segundo Américo Costa, a Mitra apresentava "in solidum" o abade de São Pedro do Souto.
Este apresentava o cura de Tabaçô. Em 1581, Frei Bartolomeu dos Mártires retirou este direito ao abade de Souto, atribuindo-o à Mitra.
Segundo a Estatística Paroquial, de 1862, Souto era da apresentação alternativa do pontífice e do bispo.»
O Dicionário Enciclopédico das Freguesias informa que «Souto foi incluída no foral de Valdevez dado por D. Manuel em 2 de Junho de 1515. Nas Inquirições de 1258 mencionava-se a existência aqui de três casais reguengos e quatro de herdeiros.
A Casa dos Portais, ou Casa do Souto, pertenceu ao visconde de Milhundos, cuja memória está perpetuada no cruzeiro frente à igreja paroquial, através da inscrição "Pelo comendador António Pereira de Sá Sotto Maior - 1868".
O lugar dos Queimados é assim chamado, segundo a tradição, porque o povo para tirar o abrigo aos ladrões que se acoitavam na densa vegetação, pegou fogo às matas, tendo-se encontrado, no rescaldo do incêndio, dois corpos carbonizados, que ali foram sepultados.
Em "Portugal Antigo e Moderno" lemos: "No alto do monte de S. Sebastião, d'esta freguesia, ha restos de antigas fortificações, que ainda foram reedificadas pelo povo, em 1662, durante a guerra da aclamação.
É n'esta freguesia a torre de Fonte-Arcada, pertencente aos antigos senhores da Barca, que ainda recebem alguns fóros”».

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Que a fala é como uma bala
Quando se deixa partir
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By: Delfim Pereiras Amorim
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